New centre unveiled under three‑tier system for community‑led district development

 dez25

Macau has set up a government‑led centre tasked with coordinating endeavours linked to the development of areas that require casino operators’ backing.

Development endeavours regarding these areas, originally six in number, have now been entrusted to the General Union of Neighbourhood Associations of Macau as the centre operator.

The centre, as per a new official mandate, consists of consultants and a panel of instructors. They have the powers to consult on, review and approve projects.

The government says that the centre’s primary functions include carrying out community research, and planning and executing proposals.

The objective is to promote public participation and establish a feedback mechanism, thereby boosting these areas’ visibility and appeal while providing necessary support for development needs.

During a Legislative Assembly appearance last month, Secretary for Economy and Finance Tai Kin Ip told legislators that the government would only be responsible for supervisory work.

All the resources are expected to be contributed by gaming companies. Meanwhile, project execution will be left to communities.

Speaking to the media on Monday, Chan Ka Leong, a leader of the city’s biggest group connecting neighbourhoods, said that historical backgrounds are now key to development efforts, which he said would lead to new and unique intellectual property and brands specific to the districts.

“To make use of resources and improve planning, the new district‑development mode will no longer be carried out separately by the six casino operators,” Chan told reporters.

“Instead, it now follows a three‑level system: the government will supervise and handle overall planning, while gaming operators will invest resources, introduce non‑gaming elements to the districts and stay dedicated to involvement in related work.”

Three major zones

The Barra area has been designated as a “slow‑paced zone” revolving around its maritime past and religious customs.

The Lai Chi Vun and Iec Long areas, the former previously a shipbuilding complex and the latter a firecracker producer, will be reimagined as a family‑friendly space adorned with industrial elements.

The last area now serves as a cluster of historic significance, seeking to combine Rua da Felicidade, Rua de Cinco de Outubro, Rua das Estalagens, Kam Pek Market and the multiple piers along the Inner Harbour.

The authorities are looking to redirect footfall from the typically swarmed city centre, including the Ruins of Saint Paul’s.

“The centre’s goal is to refine the historic and cultural features of each district and develop district‑specific IP projects to build strong homegrown brands,” Chan said.

“The centre will now handle planning, research and project design. After proposals are reviewed by the advisory team and steering committee and turned into feasible plans, they will be submitted to the government for approval and subsequently carried out once approved.”

The rejuvenation endeavours targeting these precincts are anticipated to last seven years.

Sightseeing aside, business ideas are also welcomed, with the aim of bringing in restaurant‑goers and shoppers.

https://www.macaubusiness.com/new-centre-unveiled-under-three%E2%80%91tier-system-for-community%E2%80%91led-district-development/

Foi criado o Centro de Desenvolvimento Local, operado pelos “Kaifong”, para realizar investigação comunitária, concepção e execução de projectos, bem como promover a cooperação no âmbito das seis zonas históricas que têm sido alvo de revitalização. O Centro preconiza um planeamento de revitalização a concretizar faseadamente nos próximos sete anos. O plano prevê que as seis áreas se sujeitem a três modelos de revitalização e sejam transformadas em seis diferentes propriedades intelectuais. Por exemplo, a área de revitalização dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun vai ser ampliada para o dobro e naquele local haverá uma estação do Metro Ligeiro

 

Para promover os trabalhos relacionados com o novo modelo introduzido pelo Governo para as seis zonas históricas, que consiste em “supervisão e coordenação governamental, investimento de recursos por parte das empresas de lazer, e planeamento e organização pela sociedade civil”, foi criado ontem o Centro de Desenvolvimento Local (CDL).

O Centro será operado pela União Geral das Associações dos Moradores de Macau (“Kaifong”), que prometeu que irá aproveitar plenamente o seu poder de coesão e capacidade de execução enquanto organização da sociedade civil, de modo a garantir que os projectos desenvolvidos nas seis zonas respondam melhor às necessidades das comunidades.

Chan Ka Leong, director dos “Kaifong”, indicou que as principais funções do CDL incluem a investigação comunitária, concepção e execução de projectos, promoção da cooperação multissectorial, incentivo à participação da sociedade civil, estabelecimento de um mecanismo de retroacção, bem como combinação de marketing tradicional e digital para aumentar a notoriedade e atractividade das zonas, prestando um serviço abrangente às necessidades do desenvolvimento local.

Durante a cerimónia de lançamento do centro, realizada ontem, o mesmo responsável apresentou os temas planeados para o desenvolvimento das várias áreas. De um modo geral, as seis zonas serão “potenciadas pelos seus genes históricos e culturais, para criar zonas comerciais características”. Em paralelo, será reforçada a articulação entre as diferentes zonas, formando assim um “padrão de desenvolvimento sinérgico”, prosseguiu Chan Ka Leong.

Em específico, o CDL traça um planeamento de revitalização com duração de sete anos para as seis zonas, que será concretizado de forma faseada.

As seis áreas estarão sujeitas a três modelos de revitalização: “revitalização de bairros históricos” que abrangerá a Rua das Estalagens, Rua da Felicidade, Rua de Cinco de Outubro e as pontes-cais nº 12A, 14, 23 e 25 do Porto Interior, tendo as Ruínas de São Paulo como núcleo; “revitalização do património industrial”, que envolverá a Fábrica de Panchões Iec Long e os Estaleiros Navais de Lai Chi Vun; e “revitalização do conjunto de construções ligado ao património cultural marítimo”, que terá como protagonista a Zona da Barra no entorno da Doca D. Carlos I.

No capítulo da “revitalização de bairros históricos”, o Centro preconiza o embelezamento, concentração de empreendedores e actividades de influenciadores na Rua das Estalagens, ao passo que a cultura de lojas centenárias, cenários de consumo imersivo, actividades de influenciadores e cultura da fotografia de viagem estão previstos para a Rua da Felicidade. Quanto à Rua de Cinco de Outubro, prevê a introdução do conceito de “bairro com histórias”, visitas guiadas e economia nocturna.

Para as pontes-cais, o Centro quer evocar memórias colectivas e memórias do porto de pesca, através do projecto de revitalização do Macau Palace, restaurantes característicos, consumo de moda e área de lazer à beira-rio nas pontes-cais nº 12A e 14. As vertentes da gastronomia e a cultura portuária ficarão nas pontes-cais nº 23 e 25.

O director dos “Kaifong” realçou que espera fomentar zonas comerciais nesses bairros históricos onde haja recursos para “visitar, ver, aprender e comprar”, por forma a contornar os problemas actuais derivados das rendas elevadas, fecho gradual de pequenas lojas tradicionais e homogeneização do formato comercial, bem como para desviar o fluxo de pessoas nas Ruínas para esta zona geral composta por diversas ruas.

 

Estaleiros Lai Chi Vun terão estação de Metro

Sobre as duas antigas zonas industriais, o CDL identificou, em ambas, “margem para melhoria” no conteúdo, funções e instalações complementares, assim como a falta de conexão com áreas comerciais, apontou Chan Ka Leong.

Neste sentido, revelou que, sob o tema “técnicas de construção naval”, os Estaleiros Navais de Lai Chi Vun irão acolher actividades de experiência ao ar livre, quinta familiar, restaurantes de comida orgânica e natural, feiras e experiência com “drones”.

Segundo adiantou, com base nos estaleiros existentes, a área da zona histórica Lai Chi Vun irá duplicar, sendo que ali será construído um parque de estacionamento de grande dimensão. “A longo prazo, o planeamento do Governo prevê a extensão do Metro Ligeiro para a Vila de Coloane e uma das estações ficará em Lai Chi Vun. Acredito que, com a introdução do parque de estacionamento e do Metro, será reforçada a acessibilidade aos transportes nesta zona”, frisou Chan Ka Leong, defendendo a revitalização de Lai Chi Vun juntamente com toda a Vila de Coloane, de modo a enriquecer os elementos turísticos e de lazer em Coloane.

No tocante à Fábrica de Panchões, o responsável indicou que, na primeira fase, a ideia é recorrer à “cultura de fãs” para estimular a economia dos comerciantes nas redondezas, e lançados pavilhões de exposição temática, restaurantes, lojas de animais de estimação e de “flash mob”, assim como espectáculos ao ar livre.

Por sua vez, a Zona da Barra, que tem enfrentado problemas como a permanência curta de visitantes e a falta de experiências de extensão, segundo reparou o Centro, tornar-se-á na “zona cultural, turística e comercial de vida lenta da Barra”, combinando as culturas marítima e de crença com a arte contemporânea e actividades comunitárias. O objectivo é que as pessoas possam encontrar espaços artísticos e culturais compostos, restaurantes de culinária refinada, de comida leve e café, feiras temáticas e uma área amiga dos animais de estimação.

“Esperamos que as seis zonas acolham elementos comerciais operados de forma regular e que as seis zonas sejam transformadas em seis diferentes propriedades intelectuais (IP), ou seja, que cada espaço possua a sua própria IP (…) No planeamento, será atribuída uma marca facilmente identificável a cada zona”, acrescentou Chan Ka Leong.

 

Indicadores de avaliação

Segundo afirmou, no próximo ano, primeira fase do desenvolvimento das seis zonas, o Centro irá realizar um estudo de planeamento do desenvolvimento local, lançar um plano de cooperação e um plano de introdução de elementos comerciais, criar actividades emblemáticas, executar uma estratégia de promoção e proceder à articulação e embelezamento das zonas.

Nas fases subsequentes, serão optimizadas as instalações das áreas, reforçada a sua articulação e criadas zonas comerciais características, visando um desenvolvimento sustentável.

À margem da cerimónia, Yau Yun Wah, director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, organismo responsável pela aprovação de projectos, coordenação de recursos e fiscalização dos resultados, apontou que, sob o modelo de desenvolvimento anterior, os recursos das várias partes eram relativamente dispersos e não sujeitos a uma coordenação geral.

Esperando que a situação melhore com a introdução da força da sociedade civil, Yau Yun Wah revelou que o Governo introduzirá indicadores para avaliar de forma abrangente a eficácia das actividades, número de participantes, elementos comerciais, estabelecimento de marcas, ambiente comercial e benefícios das zonas, verificando se as actividades promovidas correspondem à intenção original de desenvolvimento.

O CDL está dotado de um Comité de Orientação, composto por 14 representantes do Governo, de associações e dos círculos empresariais e industriais, responsável pela apreciação e orientação dos projectos de desenvolvimento das seis zonas. Além disso, conta com um Grupo de Consultores, constituído por 18 representantes dos sectores de empresas de lazer, empresarial e industrial, turístico, cultural e de comunicação, planeamento urbano e académico, para fornecer sugestões profissionais e apoio técnico para o desenvolvimento das zonas.

https://jtm.com.mo/local/novo-centro-preconiza-plano-sete-anos-para-zonas-historicas/

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