Fundo de Orientação Governamental

mar26

New fund ‘opens doors’ to China for Lusophone entrepreneurs – chamber of commerce

https://macaubusiness.com/new-fund-opens-doors-to-china-for-lusophone-entrepreneurs-chamber-of-commerce/

mar26

Scholars endorse gov’t MOP11 billion allocation for diversification development


Scholars say the government’s plan to establish a MOP11 billion guiding fund to support economic diversification could help professional asset management institutions identify high-quality local enterprises with strong competitiveness and sustainability, while attracting social capital to the region.

The initiative involves allocating at least MOP11 billion from fiscal reserves to create a government-led fund aimed at promoting appropriate diversification of the local economy.

In conjunction with the initial batch of social capital, authorities anticipate that the fund’s total scale will reach MOP20 billion.

Secretary for Economy and Finance Anton Tai outlined the fund’s objectives at a recent press conference, which include encouraging, pooling, and directing private capital to attract high-quality enterprises and exceptional managers for government-led investments in key industries.

As noted, this initiative aims to support the accelerated development of a diversified industrial structure in Macau, promote industrial upgrading and quality enhancement, foster coordinated regional development, and create diverse and high-quality employment opportunities.

It also seeks to open a new chapter of high-quality development for Macau residents while contributing to the national goal of establishing a science and technology powerhouse.

The “government-guided fund” reportedly emphasizes the principle of “government guidance and market operation,” with the government leading efforts to identify key industries and development directions. By establishing selection mechanisms and rules for professional fund managers, the fund aims to create favorable conditions for active market participation, leveraging the professionalism, flexibility, and efficiency of market operations.

This announcement aligns with Chief Executive Sam Hou Fai’s statement during last year’s inaugural Legislative Assembly plenary session, where he indicated that his administration would expedite research into establishing a government industrial fund and a technology commercialization guidance fund.

According to him, the government plans to engage third-party professional institutions to conduct preliminary research on the fund’s capital scale, management model, investment objectives, and operational framework, ensuring that the fund design meets local development needs.

According to experts, unlike traditional direct government investment models, guiding funds combine fiscal resources with market capital, leveraging the multiplier effect of fiscal funds to mobilize social capital toward high-tech industries, key sectors, and infrastructure. By synergizing an “efficient market” with an “effective government,” these funds aim to drive industrial transformation and economic restructuring.

The Macau Economic Association remarked that Macau’s economic structure and tax revenue sources remain relatively concentrated in its main industries, and the scale effects of diversified industrial development have yet to be fully realized.

Guiding social capital to enhance support and funding for diversified industries is expected to help resolve existing economic challenges, promote the optimization and upgrading of the industrial structure, and advance the moderate diversification of Macau’s economy.

As reported by public broadcaster TDM, a recent interview with Henry Lei, associate head of the University of Macau’s Faculty of Business Administration, identified the fund as a form of equity financing.

He reportedly noted that this approach is widely adopted in various regions globally, including Singapore, Hong Kong, and Israel, to raise long-term capital for enterprises engaged in technology commercialization. Lei believes this strategy can help guide professional asset management institutions in identifying and selecting high-quality local enterprises with market potential and commercial sustainability, ultimately providing development funding through equity financing.

Meanwhile, another economist, Ip Kuai Peng, vice rector of City University of Macau, commented that Macau currently has a limited number of high-quality, high-growth enterprises.

He warned that pursuing rapid capital deployment and making hasty investments risks creating inefficient “scattergun” approaches, which can lead to fragmented capital allocation, insufficient leverage, and even idle or misallocated funds. Ip emphasized that the core function of a guiding fund is to “guide” and “leverage” social capital, with subsequent operations needing to strictly adhere to market mechanisms and uphold professional, market-oriented principles, avoiding administrative thinking in project selection and investment decisions.

He also urged authorities to broaden their international perspective by welcoming participation from global fund management teams, asserting that leveraging international insights and expertise is essential for identifying high-quality projects and enhancing investment efficiency, ultimately maximizing the leverage effect of fiscal funds.

https://macaudailytimes.com.mo/scholars-endorse-govt-mop11-billion-allocation-for-diversification-development.html

+ https://www.plataformamedia.com/2026/03/15/fundo-de-orientacao-marca-viragem-no-modelo-de-diversificacao-economica-diz-henry-lei/ 

 mar26

O Governo prevê criar ainda este ano um Fundo de Orientação Governamental com uma injeção inicial de 11 mil milhões de patacas, podendo atingir 20 mil milhões com capitais privados, para impulsionar a diversificação económica. Para o economista Henry Lei, a iniciativa “marca o início de uma nova abordagem proativa” que combina recursos públicos e mecanismos de mercado.

  Fernando M. Ferreira
 

A iniciativa pretende orientar investimentos para indústrias emergentes, inovação científica e tecnológica, modernização industrial e projetos alinhados com a estratégia nacional e com o posicionamento de Macau como “Um Centro, Uma Plataforma e Uma Base”, além de apoiar a criação de emprego qualificado e a atração de talentos, ao mesmo tempo que reforça a integração regional com Hengqin e a Grande Baía.  

Para o economista Henry Lei, o fundo representa uma mudança na forma como o Governo procura estimular a diversificação económica: “O Fundo marca o início de uma nova abordagem proativa adoptada pelo Governo da RAEM, que recorre simultaneamente aos recursos fiscais e aos mecanismos de mercado para promover a diversificação económica”, diz ao PLATAFORMA.

Segundo o economista, o mecanismo difere do modelo tradicional de investimento público ao recorrer a gestores profissionais para selecionar projetos com potencial. “O Fundo difere do investimento público tradicional na medida em que convida empresas profissionais de gestão de ativos a selecionar projetos ou startups com forte potencial e risco controlável”.

Assim, espera-se que estas empresas realizam “investimentos conjuntos através de capital próprio, assumindo uma participação dominante (com o fundo-mãe do Fundo a deter cerca de 30% das ações). Isto ajuda, de certo modo, a assegurar que os projetos selecionados tenham potencial e uma probabilidade razoável de sucesso”, explica Lei.

Empurrão às PME locais

A chegada de empresas estrangeiras e da Grande Baía poderá transformar o ecossistema empresarial local, explica Henry Lei. “De momento, não é claro se o Fundo dará prioridade a empresas ou projetos locais, caso estes consigam cumprir os requisitos de contribuição para a diversificação económica”.

O Fundo [de Orientação Governamental] marca o início de uma nova abordagem proativa adoptada pelo Governo (…) para promover a diversificação económica – Henry Lei, economista

“O Fundo foi concebido para investir em Macau e, desde que consiga mobilizar capital privado para atrair empresas estrangeiras com forte potencial para estabelecer operações na região, poderá gerar contributos visíveis mesmo numa fase inicial – desde a procura de espaço de escritórios até à necessidade de mão-de-obra de apoio e outros serviços empresariais”, afirma o economista.

“Isto poderá criar efeitos de difusão que gerem novas oportunidades de negócio para as PME locais, formando um novo ambiente ou ecossistema empresarial que obrigue as PME a transformarem-se e a modernizarem-se para se adaptarem a esse novo contexto.”

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O fundo deverá financiar apenas parte do capital inicial dos projetos, normalmente entre 20% e 30%, o que pressupõe uma participação significativa de investidores privados. Apesar da estrutura económica local ser historicamente dependente do Turismo e do Jogo, Henry Lei acredita que o desenho do fundo permite atrair uma variedade mais ampla de investimentos.

“(…) O Fundo tem um âmbito bastante amplo, (…) abrangendo projetos ou empresas que [podem] reforçar o papel de Macau como ‘Centro-Plataforma-Base’ e a sua integração com a Grande Baía e Hengqin”.

“Talvez esta seja precisamente uma resposta ao histórico de dependência do Turismo, permitindo que projetos que não sejam exclusivamente tecnológicos também sejam considerados, garantindo assim que Macau mantenha uma atratividade suficiente para captar investimento”, explica Lei ao PLATAFORMA.

Quanto aos setores com maior potencial de crescimento, o economista aponta para uma combinação de inovação tecnológica e serviços associados à economia regional: “Tendo em conta o âmbito relativamente amplo do Fundo, especulo que possa atrair empresas e projetos nas áreas do turismo não relacionado com o Jogo, fintech, alta tecnologia e iniciativas com destaque na integração regional”.

Aproveitar as reservas financeiras

O lançamento do fundo surge num momento em que as reservas financeiras atingiram níveis recorde, reforçando a capacidade fiscal da cidade para investir em novas iniciativas económicas. Henry Lei sublinha a importância desse ‘colchão financeiro’ para enfrentar períodos de crise.

“Em linha com a recuperação contínua do setor do Jogo e o aumento das receitas brutas, juntamente com retornos de investimento altamente satisfatórios, a reserva financeira conseguiu ultrapassar o nível registado antes da COVID-19.”

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Para Henry Lei, a expansão dessas reservas reforça a capacidade de Macau para enfrentar riscos externos. “O aumento das reservas pode reforçar significativamente a resiliência fiscal, algo crucial para uma pequena economia aberta fortemente dependente do Turismo e do Jogo, num contexto de grande incerteza no atual ambiente geopolítico global”.

(…) Sou optimista quanto aos resultados do Fundo e acredito que Macau poderá reduzir significativamente a sua dependência das receitas do Jogo – Henry Lei, economista

O economista defende ainda que parte desses recursos poderia apoiar instrumentos de investimento de longo prazo semelhantes aos adoptados por outras economias. “Há sugestões que recomendam ao Governo da RAEM a criação de um fundo soberano para realizar investimentos de longo prazo e mais diversificados em todo o mundo.”

Na sua visão, uma estratégia desse tipo poderia contribuir para reduzir a dependência de Macau do sector do Jogo nas próximas décadas. “Face a esta questão, sou optimista quanto aos resultados do Fundo e acredito que Macau poderá reduzir significativamente a sua dependência das receitas do Jogo (ainda que o Turismo continue a ser um pilar da economia)”.

Se for dado tempo suficiente para que novas indústrias se consolidem, estas poderão tornar-se motores de crescimento alternativos. “Com o apoio das políticas do Governo Central, a injeção de recursos fiscais por parte da RAEM e esta nova abordagem para atrair projetos, empresas e startups com verdadeiro potencial, e dando tempo suficiente para que as indústrias emergentes se desenvolvam, estas poderão transformar-se em novos motores da economia e contribuir de forma relevante para a diversificação económica”.

https://www.plataformamedia.com/2026/03/06/20-mil-milhoes-para-reinventar-economia/

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