Balanço no final de 2025



dez25
Macau inicia fase de desenvolvimento “sem paralelo na sua história”
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Sam Hou Fai considera que a RAEM “está mais vibrante que nunca”, afirmando que o território está a entrar numa fase de desenvolvimento “sem paralelo na sua história”. Na recepção comemorativa dos 26 anos da RAEM, que contou com cerca de mil participantes, defendeu ainda que, desde a transferência, o princípio “um país, dois sistemas” “alcançou enormes êxitos”. Para o futuro, o líder do Executivo falou em algumas prioridades, incluindo a salvaguarda da segurança nacional, a ligação aos países de língua portuguesa e espanhola e a aceleração da construção da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin.

Numa retrospectiva ao desenvolvimento de Macau, o Chefe do Executivo disse ontem, na recepção comemorativa do 26º aniversário da RAEM, que “a grandiosa prática do princípio ‘um país, dois sistemas’ alcançou enormes êxitos nesta terra promissora que é Macau”. Sam Hou Fai foi mais longe e, no discurso que proferiu, disse mesmo que “esta ‘pérola na palma da mão da pátria’, ‘terra preciosa da pátria’ que ganha brilho dia após dia, está mais vibrante que nunca e abrindo uma fase de desenvolvimento sem paralelo na sua história”.

“Estamos profundamente cientes de que a prosperidade e o fortalecimento do país são a fonte da nossa confiança e o firme respaldo de Macau para manter a prosperidade e estabilidade a longo prazo”, prosseguiu, perante cerca de mil convidados. A marcar presença destacaram-se o vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Edmund Ho, o director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Zheng Xincong, o antigo Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, o comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na RAEM, Liu Xianfa, o comandante da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, Yu Changjiang, o presidente da Assembleia Legislativa, André Cheong, e a presidente do Tribunal de Última Instância, Song Man Lei.

Antes, tinha-se realizado a cerimónia de içar da bandeira em comemoração dos 26 anos da RAEM, na Praça Flor de Lótus, a qual contou com os titulares dos principais cargos da RAEM, entre outras personalidades. Na ocasião, alunos do ensino secundário cantaram o hino nacional e houve ainda um espectáculo desportivo após o hastear das bandeiras.

Na recepção, Sam Hou Fai lembrou que neste dia, no ano passado, o Presidente Xi Jinping exortou Macau a “voar mais alto e ir mais longe para realizar maiores sucessos”. “Estas instruções são de grande significado pois nos incentivam a prosseguir a luta com empenho para dar um novo salto e para criar novos êxitos esplêndidos”, vincou. Recordou também que, recentemente, esteve em Pequim, com Xi, que “manifestou pleno reconhecimento, orientação e encorajamento pelos novos progressos alcançados ao longo do ano pela RAEM”. Além disso, o líder chinês “depositou em Macau atenção afectuosa e grande expectativa”.

Sublinhando que durante o ano que passou o Governo da RAEM “uniu e liderou todos os sectores sociais na implementação aprofundada do espírito consagrado nos discursos importantes” de Xi na sua visita a Macau, Sam Hou Fai assinalou, entre outros, que “a economia recuperou de forma constante, a tendência para o desenvolvimento da diversificação das indústrias é positiva e a construção da Zona de Cooperação em Hengqin alcançou novos progressos”.

Ao falar na Quarta Sessão Plenária do 20º Comité Central do Partido Comunista da China, apontou que esta traçou o novo plano para o desenvolvimento nacional e as propostas do Governo Central para a formulação do 15º Plano Quinquenal, apresentando ainda “um plano estratégico e importante para o desenvolvimento futuro da RAEM, o que proporciona novas e enormes oportunidades e impulso político ao seu desenvolvimento”. “Macau irá, em cumprimento das instruções importantes do (…) Presidente Xi, articular-se de forma mais activa com a estratégia nacional de desenvolvimento, elaborar e implementar bem o 3º Plano Quinquenal da RAEM, realizar maiores sucessos na nova jornada de servir a construção de um grande país e a revitalização nacional”, garantiu.

 

Prioridades para o futuro

Sam Hou Fai continuou dizendo que, “perante os desafios impostos pelas transformações inéditas em cem anos, devemos ter confiança firme, liberalizar o pensamento, acompanhar a evolução dos tempos, reformar com firmeza, identificar, gerir, procurar activamente alternativas e abrir uma nova conjuntura no meio da mudança”.

Neste sentido, prometeu que irá, juntamente com a sua equipa governativa, “persistir no pensamento baseado nos pressupostos das situações mais desfavoráveis, tendo como primeiro princípio a salvaguarda da segurança nacional”. “Temos de consolidar a barreira firme em prol da salvaguarda da soberania, da segurança e interesses do desenvolvimento do país, aperfeiçoar o regime jurídico da defesa da segurança nacional e o respectivo mecanismo de execução”, defendeu, acrescentando que é igualmente necessário “implementar de forma abrangente o princípio ‘Macau governada por patriotas’ para fortalecer as bases do amor pela pátria e por Macau”.

Disse também que irão persistir na promoção da reforma da Administração Pública, no estabelecimento do sistema jurídico modernizado, na consolidação do fundamento de governação nas instâncias de base, na elevação plena da eficiência da governação e na construção de um governo orientado para servir a população, “íntegro, eficiente e proactivo”.

“Iremos concentrar persistentemente esforços em superar os obstáculos identificados na diversificação adequada da economia de Macau”, garantiu ainda. Sam Hou Fai admitiu ainda que tanto ele como a sua equipa estão “plenamente cientes de que a promoção da diversificação adequada da economia representa uma transformação profunda do ecossistema económico, exigindo progressos resolutos”.

A integração “Macau+Hengqin” não podia ficar de fora. Neste campo, o líder da RAEM disse que terá presente as intenções originais, apontando para a aceleração da construção da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin.

Por outro lado, Sam Hou Fai observou que “uma Macau dinâmica está intrinsecamente ligada à vitalidade das suas comunidades”. Assim, prometeu continuar a impulsionar a revitalização económica das comunidades, apoiando a inovação das pequenas e médias empresas e a transformação e modernização das indústrias tradicionais, “assegurando que os benefícios do desenvolvimento cheguem a todos os recantos da cidade”.

 

Ponte mais “brilhante” entre Oriente e Ocidente

Assegurou igualmente que a RAEM se vai “integrar melhor” na conjuntura do desenvolvimento nacional, alinhando-se “proactivamente” com o 15º Plano Quinquenal Nacional. “Expandiremos continuamente a nossa rede internacional de parceiros, actuando de forma adequada como ‘interlocutor com precisão’ entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, transformando Macau numa plataforma de nível mais elevado de abertura ao exterior”, afirmou, acrescentando: “Assim, Macau, como ponte entre o Oriente e o Ocidente, poderá brilhar com um esplendor renovado na nova era e contribuir para a abertura de alta qualidade do país ao exterior”.

“Acolher ainda mais quadros qualificados do mundo inteiro” é outro dos objectivos de Sam Hou Fai. “Procuraremos tornar Macau num pólo que agrega quadros qualificados de perto e de longe, promovendo uma afluência de inovação e sabedoria”, afirmou.

“O objectivo fundamental do desenvolvimento é garantir que os nossos cidadãos vivam em paz e trabalhem com satisfação. Não estamos a poupar esforços para dar resposta às necessidades diárias que mais preocupam os cidadãos”, considerou, acrescentando que, em 2026, a acção governativa “dará ainda mais ênfase a políticas orientadas para as pessoas”.

Sam Hou Fai sublinhou ainda que “o futuro de Macau assenta na geração jovem”. Nesse sentido, garantiu que continuarão “a criar condições e a proporcionar plataformas para que os jovens possam mostrar os seus talentos, ajudando-os a realizar as suas aspirações pessoais”.

“O vento sopra para quem sabe navegar. Nesta nova conjuntura histórica, embora se perspectivem desafios pela frente, o caminho está pavimentado com oportunidades ilimitadas decorrentes da integração e do serviço do desenvolvimento nacional”, acrescentou o Chefe, já quase no fim do discurso. Em conclusão, Sam Hou Fai afirmou que irá unir esforços para “construir uma Macau onde a administração governamental seja mais eficiente, o Estado de Direito democrático se revele mais robusto, o desenvolvimento económico registe um pulsar mais dinâmico, o apelo cultural assome com mais intensidade, a governação social se refine e o bem-estar do nosso povo se mostre mais inclusivo”.

https://jtm.com.mo/local/macau-inicia-fase-de-desenvolvimento-sem-paralelo-na-sua-historia/

Num “ano de transição”, Sam Hou Fai mostrou “discrição” e tomou medidas “pouco convencionais”

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Primeiro ano de Sam Hou Fai foi proactivo a diversificar economia

Analistas disseram à Lusa que o primeiro ano de mandato do Chefe do Executivo ficou marcado pela vontade de liderar a diversificação da economia da RAEM, altamente dependente dos casinos.

Sam Hou Fai, que tomou posse exactamente há um ano, “adoptou uma abordagem proactiva para liderar o processo de diversificação económica”, defendeu Henry Lei Chun Kwok. O professor da Universidade de Macau deu como exemplo a criação de dois fundos, um para apoiar as indústrias e outro para a investigação científica e tecnológica, e a criação de um parque de ciência e tecnologia. Algo que “difere da abordagem anterior, orientada pelo mercado, e que é crucial tendo em conta as incertezas e a fraca confiança dos investidores que enfrentamos actualmente”, sublinhou o especialista em economia empresarial.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa sublinhou que Sam Hou Fai “não partiu do zero” e que a diversificação económica era já uma política de Macau “a médio e longo prazo”. “Há, digamos, um comboio em movimento e esse comboio continua. Pode-se aumentar ligeiramente a velocidade, ou reduzir a velocidade, mas o caminho estava mais ou menos traçado”, disse Carlos Cid Álvares.

A diferença, explicou o deputado Leong Hong Sai, é que “no passado, discutiu-se durante muitos anos a importância de alcançar uma diversificação económica e industrial”. “Agora, isto está a ser implementado de facto, com o planeamento geral e a selecção de locais a ocorrerem de forma ordenada”, sublinhou o vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau.

Ainda assim, Henry Lei avisou que “poderá demorar algum tempo até que os esforços produzam progressos mensuráveis, como o aumento do valor acrescentado ou a quota do sector tecnológico no PIB [Produto Interno Bruto]”. Cid Álvares também vê projectos “interessantes e que podem fazer mexer a economia”: uma zona cultural, em consulta pública até 26 de Dezembro, e a cidade universitária em Hengqin.

https://hojemacau.com.mo/2025/12/20/primeiro-ano-de-sam-hou-fai-foi-proactivo-a-diversificar-economia/

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