Sam Hou Fai apresenta cinco directrizes para “um novo capítulo brilhante” em Macau
nov25
Decorreram no passado sábado duas sessões de divulgação do espírito da quarta sessão plenária do 20.º Comité Central do Partido Comunista da China (CCPCC), com a presença de 600 dirigentes e representantes de vários sectores. O Chefe do Executivo resumiu as directrizes centrais e apresentou cinco orientações para a sua aplicação em Macau, que incluem desde a promoção do espírito patriótico ao fortalecimento das ligações com o exterior do país.
No discurso de abertura, Sam Hou Fai começou por sublinhar que a quarta sessão plenária do PCC, concluída a 23 de Outubro, “foi uma reunião muito importante”, em que foram aprovadas propostas “para o desenvolvimento económico e social do país nos próximos cinco anos” e, em simultâneo, se concebeu “um plano estratégico e importante para a RAEM implementar da forma melhor as tarefas a si atribuídas nesse período”.
Dirigindo-se aos presentes, o governante apelou a que estudassem “seriamente” as estratégias definidas pelo 15.º Plano Quinquenal e que apurassem “o sentido de responsabilidade e de urgência”, ao alinharem “o pensamento e as acções com as directrizes e conclusões científicas do Governo Central”.
Sam Hou Fai passou então a apresentar as cinco reflexões principais sobre a aprendizagem e a implementação do espírito da sessão plenária. Em primeiro lugar, apelou a que se defendesse “firmemente a soberania, a segurança e os interesses do desenvolvimento do país” e de Macau, “em todos os aspectos”, sendo para isso necessário “identificar correctamente, gerir adequadamente e procurar activamente mudanças”.
A segunda orientação relaciona-se com a promoção do “espírito patriótico”, através do reforço dos mecanismos de colaboração entre o Governo e “as associações que amam a pátria e Macau”. O sucesso destes objectivos depende também das associações, que devem “reforçar o seu próprio desenvolvimento” e “desempenhar melhor o seu papel de ponte de comunicação e de orientação ao serviço da sociedade”, acrescentou.
Em terceiro lugar, o Chefe do Executivo mencionou a diversificação adequada da economia e o alcance de novos resultados na integração de Macau e Hengqin. “Temos de considerar a população como a nossa maior prioridade, assegurar as suas condições básicas de vida e promover a justiça social, de modo a que todos os residentes usufruam dos frutos do desenvolvimento”, instruiu.
O quarto objectivo prende-se com a potencialização das “vantagens singulares” de Macau, tanto no reforço do seu enquadramento na Grande Baía como, igualmente, na ligação com o exterior e o alargamento do “círculo de amigos internacionais”. Destaca-se, aqui, o papel do território como “interlocutor com precisão entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola”.
Por fim, a quinta reflexão estipula a articulação entre o 15.º Plano Quinquenal nacional e o 3.º Plano Quinquenal de Macau, visando assim possibilitar “um desenvolvimento mais propício para Macau no âmbito da integração na conjuntura do desenvolvimento nacional e da prestação de serviços ao país”.
Todas estas directrizes têm como finalidade comum a implementação de “um novo capítulo brilhante” para Macau, esclareceu Sam Hou Fai, de modo a “não frustrar o carinho e as expectativas do Governo Central” em relação à região.
Zheng Xincong, director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, consolidou esta ideia afirmando que a nova equipa governativa da RAEM é “crucial” na implementação das estratégias de desenvolvimento e no impulsionamento as prosperidade e estabilidade de Macau a longo prazo. Por outro lado, salienta-se que também os “participantes de todos os sectores da sociedade são forças importantes no princípio de amar Macau e amar a pátria, bem como na construção da cidade”.
Numa intervenção seguinte, Zhu Weidong, membro da Delegação Central de Divulgação, realçou que a base económica do país se encontra actualmente “estável, com inúmeras vantagens, forte resiliência e grande potencialidade”, criando condições favoráveis para o desenvolvimento económico e social de Macau.
Por sua vez, Hou Jianguo, presidente da Academia Chinesa de Ciências, salientou que as sugestões do 15.º Plano Quinquenal deverão reforçar “ainda mais” a cooperação entre Macau e as outras cidades da Grande Baía, acelerar a transformação dos resultados científicos e tecnológicos e “formar novas forças produtivas”. Para além disso, a relação entre Macau e os países lusófonos poderá ainda ajudar as empresas do interior da China a expandirem-se para o exterior, ao construir “uma ligação relevante de alto nível na abertura comercial”.
Da parte do Governo da RAEM, o secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, asseverou que a equipa da área da Economia e Finanças vai implementar estas disposições e promover “o desenvolvimento da diversificação adequada e de alta qualidade da economia de Macau, incluindo a construção de um sistema industrial moderno” e a “sinergia industrial entre Macau e Hengqin”.
Também a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, prometeu aprofundar a concepção e a construção da Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, salientando o papel da cidade universitária na Zona de Cooperação Aprofundada como um “pilar estratégico”.
O director dos Serviços da Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Yau Yun Wah, revelou que o conceito dos trabalhos de construção do Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau está “totalmente alinhado com os objectivos estratégicos” do plano quinquenal, tendo por base o reforço da inovação científica e tecnológica no território.
Por fim, a presidente do Instituto Cultural, Leong Wai Man, garantiu que continuará a apoiar “a formação de talentos culturais e artísticos”, no sentido de salvaguardar e valorizar o património cultural.
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