Lei do ouro
Macau’s gold sellers now have until 1 January next year to prepare for new rules governing gold and platinum sales.
These new rules were approved by legislators on Thursday after their second reading, ending a 20‑year‑old set of regulations designed to protect consumers.
The original rules were written to target gold items only.
The new move will add those made of platinum and gold‑plated and gilded items to the scope of protection.
One of the highlights of the bill passed is that sold gold must now have a fineness of no less than 999 parts per thousand, equivalent to 99.9 percent purity.
Platinum designated as pure platinum must meet a minimum of 99.0 percent purity.
Gold purchases remain a deeply rooted tradition in Chinese culture, particularly during the Lunar New Year or for wedding celebrations.
The gold price, historically a safe haven in times of uncertainty, was trading on Thursday at around US$4,700 (MOP37,939) per ounce.
In February this year, Grand Emperor Hotel confirmed that it had sold the gold bricks long lying across its lobby floor, pocketing nearly US$13 million from the sale.
The hotel, which opened its doors in 2006, is known for opulent decorations including a gold‑paved section of its entranceway.
5/11/25
SAR sets new standards for precious metal purity and hallmarking
By LUSA
Macau has updated its law on the purity of gold and platinum sold in the city, repealing a 20‑year‑old regulation to better protect consumers and modernise the sector in line with competing markets.
The rule, presented to the Legislative Assembly by the Secretary for Economy and Finance, Tai Kin Ip, stipulates that the fineness of solid gold must be no less than 999 parts per 1,000 (999‰), while platinum must meet a minimum of 990‰. The 999‰ standard is the most common for investment products, including bars and coins.
Addressing lawmakers, Mr Tai said the revision aims to enhance the competitiveness of the jewellery sector in Macau and strengthen consumer protection. “Gold jewellery items are among the most sought‑after valuables by residents and tourists,” he noted, describing the change as necessary to maintain product quality in a “high‑quality tourism and shopping city”.
He added that the regulation draws on legislation from the Hong Kong SAR and the legal systems of mainland China, Taiwan and Portugal. According to the Secretary, the update also aligns with market demand and is intended to promote the healthy development of the sector, reinforcing Macau’s positioning as a world centre of tourism and leisure.
Gold purchases remain a deeply rooted tradition in Chinese culture, particularly during Lunar New Year and for wedding celebrations. The gold price — historically a safe‑haven in times of uncertainty — was rising on Monday, with the ounce trading at USD 4,020.03, up from USD 4,002.92 on Friday, though still below the all‑time high of USD 4,347.86 recorded on 20 October.
https://www.macaubusiness.com/sar-sets-new-standards-for-precious-metal-purity-and-hallmarking/
out25
Os preços do ouro dispararam para máximos históricos em outubro, impulsionados por uma confluência de tensões geopolíticas, incerteza económica e expectativas de mais descidas nas taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA.
As transações de “ouro à vista” – compra e venda de ouro para entrega imediata, e não a prazo ou por contrato futuro – atingiram um pico de preços sem precedentes de 4.379 dólares americanos (cerca de 35.848 patacas) por onça, marcando um aumento de mais de 60% desde o início do ano.
Para Lei Cheok Kuan, vice-presidente da Associação das Ourivesarias de Macau, a tendência de comprar ouro durante períodos de subida de preços começou a acentuar-se a partir da administração Trump nos Estados Unidos. “Foi durante a governação de Trump que o ouro voltou a afirmar-se como refúgio financeiro. Ele criou instabilidade global e as pessoas deixaram de saber onde investir com segurança”, observa.
Com a confiança no dólar e no euro abalada, o ouro recuperou o seu papel de ativo internacional de confiança. “Ao contrário do dólar, o ouro não pertence a nenhum país nem está sob o controlo de um governo. Tem circulação e reconhecimento global. É visto como um ativo que preserva valor e representa segurança e até dignidade financeira”, disse Lei.
Ivan U Hou Leong, fundador da empresa fornecedora de ouro Asia Pacific Island Resources, acrescenta que, no futuro, Macau poderá explorar novas vias de integração entre o comércio de ouro e os serviços financeiros. “Acredito que Macau continuará a centrar-se no seu setor de lazer, mas o ouro poderá desenvolver-se se for integrado com as finanças modernas”, afirma ao PLATAFORMA. “Dependerá de profissionais do setor que saibam tirar partido das vantagens do porto franco de Macau e da sua rede com os países lusófonos”, diz.
O Conselho Executivo apresentou recentemente uma proposta de lei para a comercialização do ouro e da platina indicando que a legislação atual “implementada há mais de 20 anos, já não consegue satisfazer as expectativas dos consumidores em relação aos tipos e à qualidade dos artigos de ourivesaria”. A proposta tem como objetivo reforçar a competitividade e a credibilidade do sector e introduz novas definições de platina, ouro chapeado e artigos revestidos a ouro.
Para Leong este regulamento será “suficiente para Macau” no que toca ao retalho, mas aponta que se o Governo quiser introduzir um mercado de ‘commodities’, o regime existente em Hong Kong poderá ser usado como referência.
Em Macau, o mercado do ouro atravessa uma transformação significativa. Se no passado a subida dos preços levava os consumidores a vender, hoje o cenário é o oposto: mais pessoas estão a comprar, atraídas pela valorização contínua e pela perceção do ouro como investimento seguro.
“Como o preço tem aumentado de forma contínua, muitos preferem acompanhar essa tendência e comprar, em vez de vender”, afirma Lei ao PLATAFORMA.
Lei explica que, embora o valor das compras tenha aumentado, o peso adquirido diminuiu devido à forte valorização do metal. “O montante gasto é maior porque o preço subiu bastante, mas a quantidade em gramas comprada é menor. Tudo se resume a uma questão de orçamento”, observa. Atualmente, um tael — equivalente a 37,5 gramas — custa cerca de 1.293,87 patacas por grama, um valor que ultrapassa o orçamento de muitos compradores.
Pressão sobre o setor

No entanto, a escalada dos preços também está a gerar desafios nas várias camadas da cadeia de comércio do ouro. Leong alerta que “o preço mais alto está a apertar as margens de cada nível de transação, tornando-as mais tensas e irregulares”.
“É uma faca de dois gumes: as pessoas continuam a entrar no mercado, mas, ao mesmo tempo, a competição em todos os níveis aumenta, e há mais atenção pública sobre o setor,” acrescenta Leong.
Ao mesmo tempo estas “subidas e descidas tão dramáticas” tornam a indústria mais imprevisível, avisa o empresário: “algumas pessoas vão à falência, e outras fazem milhões”.
Ou seja, apesar do aumento da procura, os ourives enfrentam uma pressão maior para gerir o seu negócio. “A pressão aumentou e quando precisamos de repor ‘stock’, o fluxo de caixa necessário é muito elevado”, diz Lei. “Por exemplo, desde que fundei a empresa, mantenho um stock fixo de mil taéis. Todos os meses tenho de garantir esse nível — se subir ou descer demasiado, o balanço de ativos e passivos sofre fortes oscilações”.
Refúgio seguro

A valorização do ouro também atrai novos perfis de consumidores. “Quem comprou há alguns meses pode agora vender praticamente pelo dobro. Por isso, muitos veem o ouro como uma escolha inteligente — tem estilo, valoriza e pode ser usado no dia a dia”, acrescenta o dirigente associativo.
“Hoje, os clientes preferem peças modernas e com design, em vez do estilo tradicional. Querem algo ligado à moda, que combine com a forma de vestir”.
No entanto, mesmo em tempos de preços elevados, o hábito de comprar pequenas quantidades mantém-se. “Há quem compre apenas 1, 2 ou 5 gramas, valores pequenos, mas que fazem parte da tradição”, refere Lei. “Muitas avós e mães compram ouro para os filhos, para guardar ou usar no futuro, por exemplo, no casamento”.
“Num casamento chinês tradicional, se a noiva não usar ouro, as pessoas sentem que falta alguma coisa. É como se o casamento não estivesse completo”, conclui.
https://www.plataformamedia.com/2025/10/24/ouro-ganha-novo-folego/
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