“janela importante para o intercâmbio e aprendizagem mútua entre a civilização chinesa e a civilização ocidental”.

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A abertura de Macau ao exterior foi o tema principal do discurso proferido por Sam Hou Fai no jantar de recepção aos cônsules-gerais na RAEM e RAEHK que se realizou na sexta-feira à noite. O Chefe do Executivo destacou a “multiculturalidade e internacionalização” de Macau, alertando que não pode ser esquecida a parte “um país” do princípio “um país, dois sistemas”. Sam disse ainda que Macau será uma “janela importante para o intercâmbio e aprendizagem mútua entre a civilização chinesa e a civilização ocidental”.

 

Sam Hou Fai esteve presente no jantar de recepção aos cônsules-gerais na RAEM e na RAEHK que se realizou na sexta-feira. Na ocasião, o Chefe do Executivo proferiu um discurso focado na abertura de Macau ao exterior.

“Macau brilha cada vez mais com a sua multiculturalidade e internacionalização, o que nos deixa orgulhosos”, afirmou Sam, acrescentando que a região, “imbuída de espírito aberto e inclusivo, está a escrever a lenda de uma cidade pequena, mas capaz de grandes conquistas que se multiplicam”. Como exemplos dessas “grandes conquistas”, o líder do Governo fez referência ao Centro Histórico de Macau, à iniciativa cultural “Arte Macau”, à “inovação tecnológica” da Grande Baía e à “inovação industrial” em Hengqin.

Sam Hou Fai lembrou também as palavras de Xi Jinping quando disse que o princípio “um país, dois sistemas” beneficia o país e a “revitalização nacional”, bem como potencia a “coexistência pacífica e a cooperação de ganhos compartilhados entre diferentes sistemas sociais”.

O Chefe disse que “é preciso continuar a executar com previsão e firmeza” o referido princípio pensado por Deng Xiapoing, que prevê um “alto grau de autonomia” para as regiões administrativas especiais.

Por um lado, referiu Sam, “é imperioso persistir na política fundamental de ‘um país’, colocar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país acima de tudo, zelar pela defesa de ‘um país’, implementar o poder pleno de governação do Governo Central e não se desviar deste compromisso em nenhuma circunstância”. Por outro, é também “imperioso” “garantir plenamente um alto grau de autonomia” tanto de Macau como de Hong Kong, mantendo inalterados o “sistema capitalista e a respectiva maneira de viver”, bem como “o seu estatuto de porto franco internacional e de zona aduaneira autónoma, e manter inalterado por um longo tempo o sistema de direito ‘common law’ em Hong Kong e o sistema de direito europeu continental em Macau”.

Nos últimos anos, várias organizações internacionais têm criticado a forma como o princípio “um país, dois sistemas” está a ser aplicado tanto em Macau como em Hong Kong, dando como exemplos as restrições da liberdade de expressão e de imprensa, a desqualificação de candidatos a deputados mais críticos do regime e aquilo que consideram ser uma menor independência judicial nas duas regiões.

“Vamos zelar pela defesa de ‘um país’, persistir na política de ‘dois sistemas’, e impulsionar a aplicação estável e duradoura do princípio ‘um país, dois sistemas’ na direcção certa”, frisou, sublinhando que a região deve concretizar “a desejada visão da Macau alicerçada no Estado de Direito, dinâmica, cultural e feliz”.

Sam Hou Fai falou depois sobre os esforços de diversificação da economia da região e da construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. “‘Macau + Hengqin’ está a assumir-se como o novo exemplo do enriquecimento da aplicação do princípio ‘um país, dois sistemas’, o novo patamar impulsionador da construção da Grande Baía Guangdong-Hong-Kong-Macau e a nova plataforma para concretizara abertura do país ao exterior de alta qualidade”, disse Sam.

Acerca das medidas para o bem-estar da população, Sam Hou Fai indicou que o Governo resolve “de forma empenhada as questões que causam maior preocupação aos residentes, as que têm mais urgência e maior actualidade, satisfazendo as expectativas da população por uma vida melhor”.

“É de salientar que utilizamos os recursos financeiros da melhor forma possível, no sentido de implementar, com precisão, medidas de assistência social, proceder à inclinação das políticas e à descentralização de recursos e, com base no princípio da manutenção das despesas dentro dos limites das receitas, promovemos medidas de apoio aos idosos e às crianças, às pessoas portadoras de deficiência e aos grupos sociais em situação vulnerável, assegurando as condições essenciais ao bem-estar da população,  promovendo a justiça social e benefícios mais equitativos para os residentes partilharem os frutos do desenvolvimento”, destacou.

Comentando que “Macau é pequena em espaço físico, mas com uma ambição alargada”, Sam Hou Fai afirmou: “Somos uma importante cidade de ligação dentro da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, e desde sempre nos empenhamos em construir uma plataforma de cooperação internacional”. No futuro, assegurou, vai ser construída uma “plataforma de abertura ao exterior de alta qualidade” e expandida a rede de rotas internacionais.

Por outro lado, Macau irá aproveitar o encontro entre as culturas chinesa e ocidental para “promover o intercâmbio internacional entre pessoas com diferentes mundividências e torná-la numa janela importante para o intercâmbio e aprendizagem mútuos entre a civilização chinesa e a civilização ocidental”. O Chefe convidou as empresas e os turistas de todos os países, para experimentarem a “vitalidade do desenvolvimento de Macau e da China”.

https://pontofinal-macau.com/2025/05/26/chefe-diz-que-e-imperioso-garantir-autonomia-da-raem-e-por-o-pais-acima-de-tudo/

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